terça-feira, 17 de dezembro de 2013

Artigos 2013. Planejamento Urbano e Regionalização: indicações a partir da análise de experiências práticas

Resumo
 
O presente artigo busca construir uma reflexão pragmática acerca do uso da regionalização como estratégia de planejamento em nível estadual. Construído no contexto da elaboração da Política Estadual de Desenvolvimento Urbano da Bahia, o texto aponta os desafios e perspectivas da regionalização. Para tanto, parte de uma discussão conceitual, diferenciando regionalização de descentralização, para, em seguida, a partir de uma análise comparativa entre as experiências de regionalização da Bahia ao longo do tempo, e dessas com as experiências do Rio Grande do Sul, apontar princípios, objetivos e ações pertinentes a uma estratégia de regionalização voltada para o desenvolvimento urbano em nível estadual.
 
Palavras-chaves: Regionalização, Região, Planejamento, Desenvolvimento, Bahia.
 
Abstract
 
The article aims to propose a pragmatic reflection about regionalization as a planning strategy at the state level. Writing during the elaboration of the Urban Development Policy from State of Bahia, the text indicates the challengers and the perspectives of regionalization. For this, it starts with a conceptual discussion about the diferences between regionalization and descentralization. After, using a comparasion between the several experiences of regionalization in the state of Bahia and those from the state of Rio Grande do Sul, the text indicates principles, goals and actions appropriated to a strategy of regionalization focused on urban development at state level.
 
Keywords: Regionalization, Region, Planning, Development, Bahia.
 
Disponível no link abaixo:

Artigos 2013. A Semana de Urbanismo de 1935: polêmicas, legados e lições para o urbanismo do século XXI

Resumo
O presente texto busca resgatar a história e o legado da Semana de Urbanismo de 1935. Evento que buscou trazer uma nova forma de compreender a cidade, a sua realização reuniu Poder Público e Sociedade Civil numa série de conferências, apresentando e debatendo propostas para alguns dos principais problemas da época. Hoje, passados 75 anos da realização da Semana, alguns dos problemas e soluções ali apontados permanecem atuais. Diante desta constatação, esse texto buscou pontuar, a partir das conferências originais e de pesquisadores que abordaram a Semana, as principais polêmicas sobre o evento, o seu legado original e as suas lições. Ao final, busca-se apontar dois temas inspirados nas ideias da Semana de Urbanismo de 1935.
 
Palavras-chave: Semana de Urbanismo de 1935; História do Urbanismo; Planejamento Urbano; Problemas Urbanos; Salvador.
 
Abstract
The purpose of this article is rescue the history and the legacy of Week of Urbanism, promoted in 1935. The event, that had as intention bring a new way to understand the city, was promoted by Government and institutions from Civil Society. A series of speeches debated some of the main problems at the time. Today, over past 75 years from the event, some of the problems that was discussed still here and now. Facing this conclusion, this text has as a goal indicate, from the original speeches and the analysis of researchers who study the theme, the main controversies about the event, its original legacy and its lessons. At the end, the text brings two themes that have its inspiration on the Week of Urbanism.
 
Keywords: Week of Urbanismo (1935); History of Urbanism; Urban Planning; Urban Problems; Salvador.

Disponível no link abaixo:
Semana de Urbanismo de 1935 

quinta-feira, 12 de dezembro de 2013

Projeto "A Semiótica da Endocidade" - Artigo 1 - A Pansensorialidade do Viver Urbano - Livro "Elogio aos Errantes" Marcado

O livro "Elogio aos Errantes", de Paola Berestein Jacques, foi um dos pontapés iniciais do projeto de Pesquisa "A Semiótica da Endocidade: da Cidades Plurissensorial ao Urbanismo da Vertigem". Uma das primeiras atividades dessa pesquisa foi ler e fazer a resenha do livro. Neste post, estamos disponibilizando o livro com as nossas marcações. No post seguinte, disponibilizamos a resenha.  

Disponível no lionk abaixo:
Livro Elogio aos Errantes Marcado

Projeto "A Semiótica da Endocidade" - Artigo 01 - A Pansensorialidade do Viver Urbano - Resenha 01

RESENHA 01
JACQUES, Paola Berestein. Elogio aos Errantes. Salvador: Edufba, 2012.
 
AUTORA
 
Paola Berestein Jacques possui graduação em Arquitetura e Urbanismo pela Universidade Federal do Rio de Janeiro (1986/1990), especialização em Teoria e Projeto de Arquitetura e Urbanismo (CEAA) pela Ecole d'Architecture de Paris Villemin com estágio na AA School (1991/1993), mestrado em Filosofia da Arte (DEA) pela Université de Paris I (Pantheon-Sorbonne) (1993/1994), doutorado em História da Arte e da Arquitetura pela Université de Paris I (Pantheon-Sorbonne) (1994/1998). É professora da Faculdade de Arquitetura (FAUFBA), do Programa de Pós-Graduação em Arquitetura e Urbanismo (PPG-AU/FAUFBA) e do Programa de Pós-Graduação em Artes Visuais da Universidade Federal da Bahia (PPGAV/UFBA). Atualmente coordena projeto de pesquisa PRONEM (FAPESB/CNPq), o grupo de pesquisa Laboratório Urbano (PPG-AU/FAUFBA) e a linha de pesquisa Processos Urbanos Contemporâneos (PPG-AU/FAUFBA). É autora dos livros: “Les Favelas de Rio” (Paris, l'Harmattan, 2001); “Estética da Ginga” (Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2001); “Esthétique des favelas” (Paris, l'Harmattan, 2003); “Elogio aos Errantes” (Salvador, Edufba, 2012); co-autora de “Maré, Vida na Favela” (Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2002) ; organizadora de “Apologia da Deriva” (Rio de Janeiro, Casa da Palavra, 2003), “Corps et Décors Urbains” (Paris, l'Harmattan, 2006), “Corpos e Cenários Urbanos” (Salvador, Edufba, 2006) e “CORPOCIDADE: debates, ações e articulações” (Salvador, Edufba, 2010).
 
LIVRO
 
A publicação possui 331 páginas. É composto das seguintes partes a seguir analisadas: Prólogo; Flanâncias; Deambulações; Derivas; Epílogo; Referências. Sobre o livro em si, cabe destacar que seu formato menor (15x10) permite uma leitura mais rápida das suas 331 páginas. Cabe ainda destacar, negativamente, a ausência de imagens que evocassem as discussões propostas. Certamente seria interessante ver, ainda que em fragmentos, fotos da Paris de Baudelaire e do Rio de Janeiro de João do Rio, além dos mapas psicogeográficos de Debord ou dos parangoles de Oiticica. De qualquer modo, o conteúdo do livro torna inconteste o acerto da sua escolha como pontapé inicial da pesquisa “A Semiótica da Endocidade”.

A resenha está disponível no link abaixo:

Resenha Elogio aos Errantes. Paola Berenstein

quarta-feira, 11 de dezembro de 2013

Artigos 2011 - Limites e possibilidades da regulação do uso do solo e a tributação sobre a Terra Urbano no Contexto Jurídico Contemporâneo da América Latina

Resumo
 
Este texto reúne considerações acerca da regulação do uso do solo e da tributação sobre a terra urbana, entendida como um fundamento do Direito Urbanístico, dentro do ordenamento jurídico de um grupo de países latino-americanos. Foram estudadas as constituições e diplomas infraconstitucionais de diferentes países e, portanto, de diferentes contextos sóciojurídicos da América Latina, de modo a comparar o tratamento da questão da atuação territorial estatal. O estudo abordou seis subtemas: alcance, alternativas, instrumentos, intervenção sobre o mercado de solo, plano e tributação sobre a propriedade imobiliária. As conclusões apontam no sentido de identificar algumas cisões nos diversos ordenamentos jurídicos. Porém, não deixam dúvida de que, no contexto contemporâneo, as relações entre Estado e Território estão diante de um novo patamar interpretativo.
 
Palavras-chaves: Direito Urbanístico; Regulação do Solo Urbano; Tributação; Propriedade Imobiliária; América Latina.
 
Disponível no link abaixo:
 

segunda-feira, 9 de dezembro de 2013

1a. Noite Anarfabeta - Bossa Nova como Expressão Cultural

Prólogo: como nasceu a Crônica dos Anarfabetos
Uma ideia que teimava em não sair do papel finalmente ganhou vida pelas maiêuticas mãos de Ronaldo Prado Almeida. Um grupo de amigos que, a cada encontro, sempre se estendia em papos que iam horas a dentro, por todos os assuntos possíveis, da política nuclear do Irã até a entrega (ou não) da Copa de 1998. E ai, como diria Gessinger, “num desses encontros casuais”, sugeriu-se transformar esses papos em encontros mais sistemáticos, construir alguma coisa a partir disso ou, quem sabe, apenas poder desfrutar dessas conversas sem depender das circunstâncias. Várias promessas, vários adiamentos. Não se avançava, mas também ninguém desistia da ideia. De repente, as redes sociais poderiam ser a solução. Ronaldo, já assumindo a dianteira do projeto, criou uma página no facebook (“Crônica dos Anarfabetos”) e convidou os interessados na ideia. As coisas começaram ainda lentas, mas o fato de ter se tornado realidade (ainda que virtual) já era uma prova de que era possível. Depois de um tempo, tema decidido (Bossa Nova enquanto expressão cultural), primeira troca de ideias, a coisa deu uma esfriada. Teria sido um “fogo de palha”? Novamente, Ronaldo salva a pátria. Não o Ronaldo Fenômeno, que marcou dois gols no melhor (???) jogador da Copa de 2002, Oliver Kahn, mas o Ronaldo Brasileiro, que não desiste nunca, e marcou um encontrou ao vivo. Por mais que seja um otimista em relação à telemática, esse tipo de papo rolava com fluidez numa dinâmica que dificilmente poderia ter o mesmo efeito no “isolamento” dos glóbulos virtuais. O gestual, o calor do debate, os tons das vozes, tudo isso que compunha aquelas conversas se perdia nas redes. Elas são um bom suporte, mas não podem substituir a infinita complexidade da interação humana. Assim, finalmente o encontro nasceu. Nasceu no contra-pé (Klésius – o jedi da Ordem Bossanovista – que iria fazer uma apresentação e dar o respaldo técnico-acadêmico à discussão – não pode ir), mas mostrou muito jogo de cintura e não só seguiu em frente quanto foi extremamente enriquecedora para todos os participantes. Que venham outras noites anarfabetas!!
 
1º. Tema - Bossa Nova como Expressão Cultural.
 
Dificilmente seria possível reproduzir num texto livre, sem suporte de gravação e com a intenção de ser mais uma interpretação subjetiva do ocorrido do que uma fiel descrição das falas de cada um, todas as ideias, provocações, discordâncias e polêmicas que tiveram lugar nas quase 3 horas de conversa. Portanto, esse é um relato de um olhar em meio ao turbilhão do debate. Para tentar me organizar, foi itemizar alguns momentos que lembro claramente:
 
Questão de Partida: A Bossa Nova foi a mãe de todos o movimentos musicais brasileiros? Essa foi uma discussão complicada por vários motivos, mas igualmente instigante pelas variâncias que ela permitiu. Primeiro, a primeira grande discussão, que durou até o final da noite, foi: o que é um movimento? Mais especificamente, o que é um movimento cultural? Surgiram várias explicações, mas defendi que um movimento (seja cultura, político, filosófico, etc) deve obedecer alguma espécie de manifesto que trace parâmetros que são eminentemente mais excludentes que includentes (um dos questionamentos de Ronaldo). Ou seja, é mais para saber quem não pertence à patota (quem está pisando fora da faixa) do que para saber quem dialoga com ela. Assim, precisa haver algum tipo de fidelidade a algo. Por exemplo, o tema da Bossa Nova é o amor e suas variações. Acaso teriamos “Bossa Nova” de protesto, desancando o governo JK? Segundo exemplo: vozes pequenas ou impotentes. Deixando os termos técnicos para os iniciados, a Bossa Nova não transita nos agudos a lá Ney (o Matogrosso), nem nos graves a lá Ney (o Gonçalves). Transita na mediocridade vocal. Uma mediocridade sublime, mas medíocre. Um terceiro e último exemplo: tudo orbita em torno do violão. Como bem dito por Rodrigo, a Bossa Nova colocou o violão em um pedestal como nenhum outro ritmo no mundo. Se o Jazz (pai inquestionável da Bossa Nova; a mãe é o samba) pode circular entre o trompete de Dizzie e Miles, o piano de Monk e Hancock ou a guitarra de Jordan e Metheny, a Bossa Nova gira em torno do violão de Gilberto, Lyra, Menescal, Leão e por ai vai (que fazer com o piano de calda de Jobin? Esconder um trambolho daquele tamanho é inviável. Vou usar a frase que usei com André: é a exceção que comprova a regra).
 
A discussão descambou, graças a Ronaldo, para um outro lado, meio cabeçudo, mas inexorável em qualquer discussão da cultura pós-Escola de Frankfurt: o movimento cultural é produto da mídia ou existe por si só? Coloquei que entendo que, após Frankfurt, é complicado imaginar que rotular alguma coisa como um “movimento” seja algo voluntário, espontâneo. Porém, no caso do Bossa Nova, acho mais difícil, seja porque acredito que não tínhamos uma mídia, uma indústria de marketing tão sofisticada (se bem que, como lembrou bem Renato, Carmen Miranda foi um enorme sucesso tendo sido totalmente construída pelo star system hollywoodiano). No caso do Bossa Nova, acredito que existia uma substância rica o suficiente para ser aproveitada/potencializada pela midia, mas essa substância não foi criada pela mídia (como muita “coisa” foi criada pela mídia nos anos 1980 e 1990 no Brasil, haja vista Menudos, Dominós, Polegares e por ai vai). O que não implica dizer que a mídia não é um elemento ponderado nessa equação, principalmente quando ela se fortalece. Por exemplo, os tropicalistas tinham uma relação direta e antropofágica (e não vitimizada) com a mídia televisiva, em especial programas populares, como o Cassino do Chacrinha. Por outro lado, em tempos mais recentes, de uma geração totalmente midiática, a mídia não só é considerada como é parte primordial da própria produção criativa. É o caso do Mangue Bit, o último “movimento” musical de abrangência nacional. Neste caso, não há dúvida de que a mídia foi, intencionalmente, co-criadora do movimento.
 
Dessa relação entre bossa nova e indústria midiátia, surgiu uma outra discussão: a Bossa Nova, que é vista com um momento paradigmático, foi efetivamente um sucesso comercial? Numa rápida pesquisa Google, achei duas referências opostas. No wikipedia, “Chega de Saudade” aparece como sendo um sucesso de vendas. Já numa matéria da revista Época, Roberto Menescal fala que a bossa nova nunca foi unanimidade e nunca vendeu bem. Dados concretos são difíceis porque o mercado fonografico só foi efetivamente consolidado, segundo outro artigo que li, em 1965, anos depois do que teria sido o auge da bossa nova.
 
Por fim, Ronaldo propôs um último debate: a bossa nova virou música de barzinho e está morta? Minha opinião é que, primeiro, a bossa nova ter virado música de barzinho não é nada mal (quem derá ouvir “As Bachianas”, de Villalobos, ou “A Primavera”, de Vivaldi, ao invés de “Te amo, meu bebê” ou “o kit do patrão”). Isso mostra que ela está totalmente impregnada na nossa cultura, não sendo mais coisa de “elite burguesa que fica o dia todo no bar vendo as Helôs Pinheiros da vida passarem”. Ao invés de significar a morte, o barzinho significa, pelo contrário, a eternidade. Mas acredito que Ronaldo falava de uma morte comercial. Neste caso, há que se verificar que “bossa nova” puro sangue dificilmente será alvo de um grande investimento de uma grande gravadora (algo tão em extinção quanto um velocirraptor). Por outro lado, enquanto gene matricial do nosso dna musical, a bossa nova está presente, enquanto referência, em grandes sucessos comerciais como Los Hermanos e Marisa Monte. Assim, poderíamos dizer, para finalizar: “A Bossa Nova Está morta! Vida longa à Bossa Nova!”
 
Assim concluo minha visão dessa noite inspiradíssima e de muito aprendizado para mim. A próxima já está marcada: dia 14/01/2014, com o tema “O que é que a (Música) Baiana tem?”, discutindo alguns dos principais ritmos que compõem a musica baiana e se essa tal música esgotou ou não o seu modelo de “sucesso”. Os ritmos e os patronos serão reggae (André), Arrocha (Rodrigo), Rock (Fagner - nessa contarei com os experts mais próximos, Axl Junior, editor-chefe e conteudista senior do blog Dr. Rock'n Roll, e também meu irmão; e Eliziel, a.k.a. Remela Jones, guitarrista (base) da ex-futura maior banda de rock do condomínio), a extinta The Platelmintos); Axé (Renato) e Porno-pagode (Ronaldo). Que venha a 2ª. Noite Anarfabeta.

segunda-feira, 2 de dezembro de 2013

Artigos 2009. Panorama Trans-Histórico da Relação Cidade-Transporte

Resumo
 
O artigo procura encadear uma série de progressões concernentes às formas de deslocamento do homem, de ordem tecnológica ou comportamental, e como essas formas deram origem à paisagem urbana, também em evolução. Suas conclusões, apesar de não adentrarem propositadamente as novas discussões trazidas pelo advento do automóvel, intencionam pôr em perspectiva a trajetória dos deslocamentos humanos ao longo da história. A intenção é possibilitar aos interessados na construção do espaço urbano não só uma melhor visualização das consequências da era automobilística como também prever as formas urbanas assumidas em outras circunstâncias de deslocamento.
 
Palavras-chave: Transporte Urbano. Morfologia das Cidades. História Urbana. Urbanismo. Tecnologias de Deslocamento.


Disponível no link abaixo:
Revista Analise & Dados Bahia. Panorama Tran-histórico da Relação Cidade - Transporte